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domingo, maio 25, 2008

House M.D. e a verdade dos fatos


Você já parou pra se perguntar se perguntar se tudo aquilo que se vê na série "House" é mesmo possível?
Lembro que lá pela segunda ou terceira temporada tiveram vários episódios em seqüência nos quais os principais testes era se fazer punção lombar e ressonância magnética, então me peguei pensando, "impossível que para sintomas tão diferentes o teste de diagnóstico seja sempre o mesmo."
Apesar da fórmula "punção lombar e ressonância magnética" ser usada com mais moderação hoje em dia ainda assim o absurdo e a falta de familiaridade de determinadas situações saltam aos olhos, e para os mais curiosos resta a dúvida, o que é verdadeiro em um episódio de "House"?

Em se tratando de indústria do entretenimento vale aquela velha máxima de que não se pode acreditar em tudo aquilo que se vê, mas não é por que o drama é mais importante que o compromisso com a verdade que ela pode ser totalmente descartada.
Isto vale ainda mais para os bons programas, aqueles que tem profissionais sérios (mesmo em se tratando de comédia), ou para aquela categoria de reality shows honestos (a minoria, "Mythbusters" por exemplo faz parte dela).

Então deixo com vocês mais alguns daqueles textos longos e em inglês mas que valem a pena.
Primeiro uma entrevista com a Dr. Lisa Sanders, consultora em medicina na série.
A Dr. Sanders possui uma coluna no New York Times na qual escreve sobre casos médicos pouco comuns.

Tem também uma entrevista com o Dr. Scott Morrison que escreve um site no qual escreve análises sobre os casos médicos dos episódios, repletos de links para explicações reais sobre as doenças mencionadas.
Considero esse site um verdadeiro achado, fazia tempo que eu queria encontrar algo parecido.
Agora você (e eu também) já tem como se situar quando se sentir perdido com as explicações e reviravoltas médicas dos episódios.

sexta-feira, maio 23, 2008

Venda de comerciais nas redes

Achei um artigo interessante que explica como acontece a venda de espaço publicitário nos canais dos Estados Unidos.

Algo chamado de "upfront".
Pelo que entendi é um grande evento onde as redes de televisão convidam os anunciantes e mostram qual será sua grade de programação para o próximo outono (meio do segundo semestre no hemisfério norte), oferecendo pacotes e vários tipos de descontos para o anunciante que comprar o espaço com antecedência.
No artigo diz que 90% do espaço publicitário destas programações é negociado no "upfront" e o espaço restante pode cair de preço, caso o seriado não tenha retorno de audiência, ou subir caso faça muito sucesso.

Não que este modelo de vendas seja algo ideal e a chance de mudanças é grande numa mídia que está se transformando e se preparando para assimilar o impacto de outros veículos, como internet ou programação por telefones celulares.
Mesmo as redes de canais por cabo norte americanos preferem uma reunião entre executivos para a venda do seu espaço publicitário, algo muito mais formal e talvez até mais eficiente.

Mas para aqueles que se interessam em saber mais sobre o processo de produção dos seriados também é bom dar uma olhada, nem que seja de relance, na forma como as redes lucram com eles.

quinta-feira, abril 24, 2008

Semana da Terra - programas verdes

Esta semana eu recuperei a mina fé na humanidade.
Realmente existem pessoas por aí se preocupando com o futuro do planeta (e por conseqüência com o futuro da nossa espécie), com a qualidade de vida, e como podemos fazer pra manter o padrão de conforto moderno sem que para isso seja preciso destruir o mundo, às vezes até mesmo recuperando e consertando estragos já feitos.
Dentro da idéia de "padrão de conforto moderno" eu aproveito para inserir a programação de tv de qualidade e nesta semana não há do que reclamar.

Três canais estão com programação especial para a comemoração da semana da Terra *, Discovery Channel, National Geographic e The History Channel.
"Maravilhas Modernas" no History Channel, "Eco-Tech" (entre outros) no Discovery e "Planeta Mecânico" (entre outros) no National Geographic.
Uma semana transbordando assuntos ecológicos, tecnologia sustentável e ciência aplicada à qualidade de vida, é muito bom ver isso ao invés dos rios de dinheiro investidos em tecnologia bélica.

Esta semana dá pra acreditar que a humanidade tem jeito.
Os assuntos mostrados incluem: Combustíveis renováveis, energia eólica, solar e geotérmica, força das marés, arquitetura verde (construções que aproveitam ao máximo a luz, a conservação e a troca de calor com o meio pra economizar energia), bactérias (ou seriam vírus) que comem materiais radioativos e limpam locais contaminados, construções de proteção contra desastres naturais, velhas e novas tecnologias de reciclagem.


Para um desses programas eu quero fazer um destaque especial, "Planeta Mecânico" (as fotos deste artigo são todas deste programa), uma mistura de "Mythbusters" com Greenpeace.
O programa é apresentado por dois caras, Dick Strawbridge e Jem Stansfield, engenheiros no sentido mais filosófico do termo, que é o de possuir engenhosidade e usá-la para facilitar a vida.
Eles são confrontados com desafios da vida moderna e tentam resolvê-los com engenhocas verdes, algo que cause o mínimo de impacto ambiental possível.
Para isso eles construíram uma base de operações móvel, que é uma oficina construída na traseira de um antigo veículo de transportar cavalos, agora movido a biodiesel. Para terem energia suficiente para tornar a oficina auto-suficiente eles adaptaram um catavento (energia eólica) e células fotovoltáicas (energia solar) no teto, gerando assim sua própria energia, chegando até mesmo a ter uma cafeteira lá dentro, afinal de contas, café e idéias geeks andam de mãos dadas.

Só pra se ter uma idéia do desafio, no primeiro programa eles entraram em contato com o dono de uma lanchonete que gostaria de implantar um sistema de entrega de comida para o estabelecimento, mas usando um veículo ecológico, que causasse o mínimo de impacto.
A solução foi uma moto movida a ar.


A autonomia da motinho não era lá essas coisas apenas o suficiente para uma entrega, depois era necessário recarregar os tanques (um processo rápido de dois ou três minutos) mas como a cidade era pequena, cheia de ruas apertadas e congestionadas a solução serviu como uma luva.
No segundo programa eles visitaram uma fazenda com vários tratores que consumiam muito diesel e conheceram uma máquina secadora de milho que conseguia consumir ainda mais do que os tratores.
A primeira idéia foi aproveitar a grande produção de estrume de vaca para gerar biogás e com ele alimentar a secadora de milho. Logo viram que não teriam gás suficiente, mas que poderiam usar o gás pra movimentar uma prensa, com essa prensa eles fariam óleo de sementes que eram colhidas na própria fazenda e este óleo (menos nocivo que o diesel) é que iria alimentar a secadora de milho.
No final conseguiram produzir o biogás mas o motor da prensa (reutilizado de um cortador de grama) pifou, apenas por curiosidade eles utilizaram um balde de óleo de semente que conseguiram obter antes do motor pifar e constataram que a secadora poderia funcionar com ele.
O projeto não ficou completo por causa do motor pifado, este é o risco que se corre quando se faz um programa honesto, mas de qualquer forma foi provado que as partes individuais funcionavam e que com mais tempo e um pouco mais de estrutura poderiam sim fazer um sistema mais renovável.


Essa é a beleza disso que eu chamo de "programas honestos", mesmo quando as coisas não acabam como esperado, a postura ética desses realizadores lhes permitem acabar com um belo programa nas mãos.
"Mythbusters" é o campeão por excelência desta categoria, "Trabalho Sujo" (também da Discovery) está muito bem colocado e agora "Planeta Mecânico".


* O dia da Terra foi 22 de abril

segunda-feira, abril 14, 2008

Operadores de Steadicam e seus planos

A dica da vez é o site Steadishot.org.

Eu ainda preciso explorar mais este site, é o tipo da coisa que promete consumir muito minha taxa de downloads mas tem tudo pra valer a pena.

Steadicam é uma marca registrada que virou sinônimo de "aparelho estabilizador de câmera", assim como Gillete virou sinônimo de lâmina de barbear.
O operador de Steadicam é um tipo especial de operador de câmera, sua atenção tem que ser redobrada em relação ao enquadramento, ao seu próprio equilíbrio (enquanto caminha e opera o equipamento) e à sua posição em relação aos atores.

A posição do operador de steadicam em relação aos atores é tão importante nestes tipos de planos que atores e operador chegam a formar uma dança. Onde a posição de cada participante afeta o parceiro, existem marcas a serem respeitadas mas também pode haver improvisação, o erro individual prejudica o conjunto mas quando tudo dá certo a qualidade do conjunto é muito maior do que a soma das qualidades individuais.

E no Steadicam.org somos apresentados a vários operadores, trechos de filmagem e ainda comentários a respeito destes planos, as vezes escritos pelos próprios operadores.
Os vídeos disponíveis, com os planos onde o steadicam foi utilizado, são um recurso valioso pra estudantes e amantes do cinema, profissionais do ramo e curiosos em geral.

É interessante imaginar como deve ser difícil dirigir algumas destas cenas, tudo tem que estar muito bem ensaiado, mas creio que muito mais difícil é explorar o uso do steadicam para que contribua muito mais para a mensagem que se quer passar do que se fosse utilizado uma câmera fixa (ou movimentos mais simples).
A arte está em criar novos significados, novas sensações, e não deixar que o equipamento seja utilizado apenas como pirotecnia estética.

Um ótimo exemplo é aquela cena de "Shaun of the Dead".
Shaun caminha batendo nos zumbis com um taco de cricket, a caminhada é bem fluida, mas em termos de produção atores e câmera devem estar em posições precisas, caso contrário as pancadas iriam parecer falsas e o próprio caminhar não iria parecer tão fluido (link pra a cena).

E só para variar, faço nota também de uma cena de abertura de um dos episódios de "Scrubs" ("My Student"), no qual os internos recebem seus primeiros estudantes de medicina.
Veja no site Steadicam.org para ler os comentários ou assistir com uma resolução melhor.
Abaixo está a mesma cena no YouTube só que com resolução bem pior (no final tem mais algumas cenas do episódio que não dizem respeito ao assunto).




A cena do jeito que está transmite muito bem a idéia de que o hospital é um lugar ao qual eles já estão acostumados.

terça-feira, abril 08, 2008

Retorno dos seriados nos EUA

Este artigo é só pra iniciar o assunto antes de um post mais completo falando da volta dos episódios de House M.D. no Universal Channel.

Como muitos sabem a greve dos roteiristas da WGA mudou a agenda desta temporada.
Algumas séries estão retornando agora em abril, já outras só irão retornar no outono (do emisfério norte).

Não me ligo muito no calendário dos EUA, normalmente eu espero* pra assistir quando passa por aqui mesmo, mas a título de informação deixo a dica dos dias de retorno de vários seriados.

E aqui está o recorte-e-cole:
March 24: “CSI: Miami,” CBS.
March 30: “Cold Case,” CBS.
April 2: “CSI: New York,” “Criminal Minds,” CBS.
April 3: “My Name Is Earl,” NBC, “CSI,” “Without a Trace,” CBS.
April 4: “Ghost Whisperer,” “Numbers,” CBS.
April 7: “Samantha Who?,” ABC.
April 8: “Boston Legal,” ABC, “NCIS,” CBS.
April 10: “The Office,” “30 Rock,” “Scrubs,” “ER,” NBC.
April 11: “Moonlight,” CBS.
April 13: “Desperate Housewives,” ABC.
April 14: “Rules of Engagement,” CBS, “One Tree Hill,” CW, “Bones,” Fox.
April 15: “Law & Order: SVU,” NBC.
April 16: “Til Death” and “Back to You,” Fox.
April 17: “Smallville,” CW.
April 20: “Brothers and Sisters,” ABC.
April 21: “Gossip Girl,” CW.
April 22: “Reaper,” CW.
April 23: “Law & Order,” NBC, “The Game,” CW
April 24: “Grey’s Anatomy,” “Ugly Betty,” ABC, “Supernatural,” CW.
April 28: “House,” Fox.


* Como um típico telespectador de tv por assinatura brasileira eu pago e fico a mercê da boa vontade dos programadores dos canais decidirem o que entra e o que não entra na programação. Toda esta história de que o consumidor paga pelo que quer assistir (e a campanha pesada sobre liberdade na tv por assinatura que estão veiculando) é uma balela. O consumidor não tem poder de escolha algum. Se for ver que a Globo (tv aberta) está exibindo as temporadas de Lost (em um pacote só) com um ano de atraso é ridículo constatar que algumas séries na tv por assinatura também passam com um ano de atraso (sim, Scrubs é uma delas e isso é imperdoável).
Isso pra não falar sobre boas séries não estadunidenses como algumas inglesas e canadenses que nem chegam a passar por aqui. Tentarei retomar este assunto em um próximo tópico.

segunda-feira, março 31, 2008

Making of Survivorman

Eu já havia comentado (resumidamente) sobre "Survivorman" antes e esperava uma outra oportunidade pra resgatar o assunto, como nesta terça (01/04) será o episódio de bastidores do programa esta parece ser a oportunidade perfeita.


Me tornei um fã de "Survivorman", é um programa que no fundo no fundo mostra pouca coisa (um homem, sozinho sete dias, tendo que sobreviver e filmar sua própria aventura) mas cumpre além do que promete, e para alguns episódios fico com a impressão de que uma hora de programa é até pouco para a imensa quantidade de material que eles poderiam mostrar.
Bem ao contrário de um outro programa da Discovery, "Sobrevivi", um programa de uma hora de duração que poderia dar um belo programa de quinze minutos se cortassem a enrolação. Fora o fato de tentarem dramatizar demais os casos reais de sobrevivência tornando-os mais melodramáticos que uma ficção.

Talvez o que mais me atraia em "Survivorman' é a honestidade, e este é um programa que me parece extremamente honesto.
Les Stroud (o apresentador) não está totalmente abandonado, tirando alguns momentos em que seu telefone de emergência fica sem sinal, ele está a apenas um telefonema de distância da equipe de produção, que (ao que parece) nunca fica tão distante assim, mas isto não significa que não existem perigos, como quando ele abandonou o equipamento e foi andando até uma tribo próxima pra escapar de uma onça (a tribo estava perto, mas a onça estava mais).
Não é segredo que antes de um programa eles estudam o local e conversam com um matuto da região.
O que acontece é que ele fica mesmo é sozinho (em oposição a abandonado), tendo que se virar pra construir abrigos, achar comida e operar o equipamento de vídeo enquanto tenta sobreviver, e uma das coisas que eu acho mais legal é o lado "mythbuster" do programa, ele usa o que tem à mão pra construir itens de sobrevivência, desde despedaçar um snowmobile, tirar cabos e gasolina de um avião caído e até quebrar uma das próprias câmeras utilizadas pra gravar o programa.

O outro programa de sobrevivência, "À prova de tudo", sofreu críticas de que era um programa enganoso, que na verdade Bear Grills recebia ajuda da equipe, por isso quando começou a ser passado aqui já mostravam a cartela no começo dizendo que ele poderia receber ajuda da produção.
Nos programas da segunda temporada em várias ocasiões Bear apresenta coisas que foram colocadas pela produção em seu caminho, seja uma cobra ou uma carcaça de camelo. Acho inclusive que o programa ganhou qualidade com este tipo de honestidade, assim mais energia é gasta pensando em quais técnicas eles podem mostrar ao espectador ao invés de gastar energia desenvolvendo uma linguagem audiovisual (atuação, edição, narração, etc.) que tenta passar espontaneidade em torno de uma situação construída artificialmente.

Dentro desta perspectiva da honestidade nada é mais natural que fazer um episódio de bastidores, mostrando o que acontece por trás das câmeras, o famoso "making of".
Vale dizer que eu adoro "making of's", sejam extras de DVD's, programas que mostram efeitos especiais de cinema ou mesmo esses programas que mostram como as coisas são feitas. Acho que isso vem da minha curiosidade natural sobre as coisas e saber como elas funcionam.
Um bom "making of" é uma arte, não basta apenas mostrar como algo acontece, exige a mistura perfeita entre mostrar informação e entreter, e isto no fundo é a essência de uma boa televisão (faltando apenas o lado cultural pra completar o tripé: cultura, informação e entretenimento).

Mas não quero criar aqui uma expectativa exagerada, mas novamente para "Survivorman", uma hora é pouco tendo em vista tudo que eles poderiam mostrar, a pesquisa da locação, a pesquisa das pessoas, a logística em torno desses sete dias em que Les Stroud fica sozinho, a pós-produção do material.
O melhor mesmo é pensar como sendo um episódio que vai dar pinceladas sobre como funciona o processo de fazer um programa sobre um cara que fica sete dias sobrevivendo sozinho e utilizando aquilo que está a seu alcance pra isso.
Mas se eu fosse o diretor deste episódio com certeza iria optar pela versão "quanto mais mostrarmos melhor".


Agora um link pra quem gosta dessas coisas de sobrevivência, um manual básico da National Geographic: Adventurer's Handbook.

E um artigo do How Stuff Works (em português) sobre como construir um abrigo, com breves pinceladas nos shows "Survivorman" e "À prova de tudo".

sábado, março 29, 2008

American Idol loser song - Rob Paravonian

Realmente, é um fato da vida:
Para cada vencedor existe uma centena de perdedores.
Exatamente por isto acho tão errado ficar incentivando esta cultura que prega que devemos ser os melhores naquilo que fazemos. Que devemos tentar vencer sempre.
Isto só gera frustração e uma sociedade desvirtuada, pois assim nos afastamos do processo das coisas e buscamos apenas os louros da vitória.

Não que devemos nos acomodar, mas que vencer não é um objetivo válido, a busca da satisfação pessoal poderia estar mais ligada a um crescimento interno do que a um reconhecimento externo.

Na verdade todos somos perdedores, pelo menos até que se prove o contrário.
Vencer é a exceção.

Agora voltando ao American Idol, uma música que eu gostaria de ouvir neste show seria esta brilhante (e desafinada) composição de Rob Paravonian.

sexta-feira, março 28, 2008

American Idol

Tem algo de errado na televisão.
Dá pra perceber que a coisa é séria quando você começa a torcer para os concorrentes de American Idol.
Calma gente, continuo achando um lixo os Big Brothers da vida, e pra falar a verdade não conseguia assistir a American Idol também, principalmente no início das temporadas onde os jurados maltratam os desafinados.
Acho isso de uma falta de humanidade terrível, humilhar publicamente essas pessoas.
Fora o fato de que esses candidatos com certeza devem ter poucos amigos, caso contrário seus próprios amigos já teriam lhes dito que cantam mal.

Então não sei se fui eu ou se essa temporada está mesmo melhor, acabei vendo boas interpretações e alguns candidatos simpáticos.
Estou torcendo para mais de um mas já tenho um preferido, David Cook.
Na verdade o que eu acho mais simpático é o Chikezie, mas o David tem mostrado uma qualidade constante o que já não se pode dizer dos outros candidatos.
Legal também é que ele nos mostra que qualquer baladinha pode ser muito mais interessante se virar rock pesado.

Selecionei algumas apresentações do David Cook pra vocês conferirem.

Billie Jean





Eleanor Rigby - Beatles





Esta próxima apresentação eu perdi quando passou na tevê mas conferindo no YouTube dá pra ver que o cara detona, hehe.

So Happy Together




E esta apresentação aqui foi a que me fez prestar atenção no David.

Hello - Lionel Ritche





Lionel Ritchie me faz lembrar de cenas engraçadas, é a trilha do amante sofredor por excelência, como naquela cena de Friends em que o Chandler sofre pela separação de um namoro e faz dueto com a Phoebe. Vale a pena rever.


Obs: Por questões de copyright estes vídeos não param muito tempo no YouTube, caso não estejam mais disponíveis vale uma visita ao YouTube mesmo para ver outras versões.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Studio 60 no SBT


Na época em que passava na Warner dei a dica pra muita gente, "Studio 60 on the Sunset Strip" era a série mais inteligente do momento.
Um show sobre outro show, mostrando os bastidores de um programa tipo "Saturday Night Live" pelo olhar dos seus produtores executivos, abordando bastante o drama e a pressão de se produzir ou escrever pra televisão em um mercado feroz.


Essa foi uma daquelas séries que me conquistaram no primeiro episódio (Six Feet Under foi outra), cada vez eu ia me tornando mais fã até chegar num ápice no sexto episódio ("The Wrap Party"), que talvez seja o melhor da série. Não que tenha decaído depois, quase todos os episódios são muito bons, mas este é especial, principalmente se você já estiver familiarizado com a trama.
Só depois fui descobrir e custei a acreditar que a série já havia sido cancelada antes mesmo de sua exibição no Brasil. Foi um baque semelhante a outra série também criada por Aaron Sorkin ter sido cancelada, "Sports Night", neste nós fomos apresentados aos bastidores de um programa de notícias esportivas, também super inteligente e pelo que me lembro era até mais dinâmico, focando bem a correria por trás das câmeras.

Entendendo que as vezes inteligência não é o forte do telespectador (ou mesmo dos produtores) foi com surpresa que descobri que "Studio 60" começou a passar no SBT, pelo que sei a estréia foi no dia 06 deste mês (esta informação também estava na página da Wikipédia em português).
Muito legal. Se não fosse pelo horário que reservaram ao programa, quarta às 4:30.
Mas pra quem conhece o tratamento que o SBT (ou mesmo a Globo) dá aos seriados isto não é muita surpresa.


Na época da Imagem e Som eu acabava voltando pro apartamento por volta de uma da manhã, sem sono por ter acabado de jantar.
Por causa de algum fenômeno eletromagnético estranho na cidade de São Carlos a maioria dos bairros só pegavam Globo e SBT e o meu era um deles.
Foi natural então eu acabar descobrindo que o SBT vinha exibindo "Felicity" por volta das duas da manhã, eu já era super fã desta série mas só tinha conseguido acompanhar as duas primeiras temporadas, graças ao SBT eu pude acompanhá-la até o final.
Tenho que reconhecer que neste caso existiu respeito ao telespectador, com os episódios na ordem correta, a série correu firme até o final (apesar de que só reprisavam a terceira e quarta temporadas, por sorte as que faltavam para eu assistir).
Mas no caso de "Studio 60" às 04:30 da matina é forçar a barra.

O pior é que parece que a escolha deste horário tem um mínimo de embasamento.
Estava achando que a audiência acabaria sendo só de guardas-noturnos, bóias frias que acordam às 4 pra fazer o café, ou fazendeiros que deixam a tv ligada enquanto estão tirando leite, ahh, e tem também os famosos depressivos que por ficarem acordados de madrugada são o público alvo desses programas de igrejas evangélicas.

Pra mim é lógico que este é um seriado para o horário nobre e que iria ameaçar a concorrência, mas isto iria obrigar o SBT a colocar programação de qualidade no mesmo horário também nos outros dias da semana, somado ao fato de que só existe uma temporada fica realmente mais difícil escolher um horário, mas 4:30 já é sacanagem

PS: Estava me esquecendo, pra quem se interessou, vale a pena a medida que acompanhar a série ler algumas das análises críticas da Laura Gomes (longas e as vezes até exageradas mas sempre tem algo pra se aprender ali).

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

3 Aberturas de séries

Este artigo vai parecer um pouco aquelas tirinhas do Angeli, "duas coisas que eu não gosto e uma que eu adoro", mas ao contrário, uma coisa que eu não gosto (se bem que hoje até assisto à alguns trechos) e duas que eu acho bem legais.

Acabei de ver GHOST WHISPERER e me ocorreu: Que abertura bizarra!
Provavelmente deve ter mil significados simbólicos ali e eu acabei perdendo uns 994,5.
Abertura esquisita demais, obscura demais e me passa a impressão de que a intenção era ser bizarro o bastante apenas pra chamar atenção.



Então me lembrei de duas aberturas que parecem ter algo em comum com a de GHOST WHISPERER, mas apenas vagamente.
A primeira é SIXT FEET UNDER, não cheguei a acompanhar a série inteira mas fui conquistado no primeiro episódio, isto garantiu que eu assistisse pelo menos à primeira temporada antes da série ficar muito dramalhona.
E como se pode ver, a abertura já cria todo um clima, existe até mesmo um contraste entre a trilha misteriosa-alegrinha e as imagens fúnebres.
Pelo menos nas primeiras temporadas a série fez jus à sua abertura.



Agora pra mim, a campeã entre as aberturas mistério-fúnebres é com certeza a de THE 4400, uma série pré-HEROES sobre pessoas desenvolvendo super poderes, envoltas em muito mistério e perguntas que faltaram ser respondidas.
A abertura capta apenas tudo sobre o tema central da série (pessoas que foram abduzidas) e mostra isto de uma forma sutil, direta e bela ao mesmo tempo. Som e imagem unidos pra criar um clima totalmente envolvente.
E faz isto de forma tão simples, o efeito do tempo sobre as coisas, depois que as pessoas são retiradas dali.



Duas ótimas aberturas em uma época em que elas estão se tornando um item raro, hoje em dia muita gente já se satisfaz somente com uma cartela contendo o nome do seriado.

PS: Minutos depois de publicar este artigo descobri este link para o making of da abertura de SIX FEET UNDER.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Cuidados com vírus neste carnaval

Esta foi uma das semanas de carnaval mais longas que eu já tive.
Fui visitar os meus pais e como sou responsável pela manutenção do PC fiquei encarregado de instalar o Norton 360, já que o Norton Internet Security que usávamos antes estava com a renovação vencida e não fazia mais updates.

Aí começou a saga da instalação, pra resumir entrei em contato com três assistências técnicas: Microsoft, Symantec e HP (fabricante do PC) e pasmem, a assistência que me deu mais suporte foi a da Microsoft.
O problema é que o Norton 360 não abre corretamente nas contas de usuário limitado (no Windows XP Home), na conta de administrador tudo corre às mil maravilhas mas nas contas limitadas o programa não abre. Depois de instalar vários updates do Norton 360 o ícone voltou a aparecer na barra de ferramentas, porém o programa não abre, então fica faltando aquela sensação de segurança, de que tudo está funcionando normalmente.
O problema ainda não foi solucionado, mas a forma como as assistências técnicas lidaram com a situação me fez ver como a ficção não está tão longe assim da realidade, afinal de contas, a arte também imita a vida.


Sim, estou me referindo a "The IT Crowd", uma série que eu não sabia que iria se revelar tão profética, provavelmente deve ser a série preferida da Symantec, só esperava que eles não incorporassem o mesmo comportamento na vida real.
Para quem não está familiarizado o pessoal do IT tem uma frase padrão sempre que alguém liga com problemas no computador:"Você já tentou desligar e ligar novamente?"
Isto resume muito realisticamente a ajuda da Symantec, das quatro vezes em que entrei em contato com seu suporte me pediram praticamente a mesma coisa "Já tentou desinstalar e instalar novamente?".
Devo ter desinstalado e instalado umas dez vezes no total, a certa altura me informaram que talvez eu não tivesse removido tudo o que o Norton Internet Security tinha deixado (coitado, nunca deu problema e agora queriam torná-lo bode expiatório), me forneceram uma ferramenta de desinstalação assim como instruções para apagar o registro do Windows e vários arquivos obscuros que continuam no seu computador quando você faz uma desinstalação normal (continuam ocupando espaço em disco mesmo que o programa não esteja mais lá).
Tudo bem, fiz a desinstalação-super-hiper e resultado, o Norton 360 continua não abrindo em contas limitadas.
No nosso último contato fui aconselhado a apagar todos os arquivos obscuros (de novo), rodar o verificador de erros e também o desfragmentador de discos.
Hum, não sei porque mas tenho a impressão de que isso também não vai dar certo, infelizmente só poderei fazer a tentativa na próxima visita aos meus pais.
O mais chato é que nenhum técnico conseguiu explicar como um destes possíveis arquivos remanescentes poderia estar causando o erro. Se essa fosse a causa real, estatisticamente, eles já deveriam ter recebido (muitas) reclamações semelhantes de praticamente qualquer novo usuário do Norton 360 que tivesse algum outro produto Norton instalado anteriormente (no Windows XP Home).

De qualquer forma deixo aqui o aviso que poderia muito bem ser dado pelo pessoal de "The IT Crowd", você já desinstalou e instalou hoje?


*As fotos deste artigo estão aqui unicamente com fins promocionais e seu copyright pertence provavelmente à companhia que as criou.

domingo, fevereiro 03, 2008

Adote um roteirista

Adoro boas idéias e a idéia brilhante da vez vai para Liz Pardue, editora do blog Glowy Box.

Ela idealizou o projeto do site Adopt A Writer.
O funcionamento é simples, diversos sites de fãs (blogs de TV) se encarregariam de entrevistar algum roteirista e depois reuniriam estas entrevistas no site central do projeto (além é claro de constarem também no blog entrevistador).
Outra sacada é tentar entrevistar roteiristas não tão famosos, pessoas normais com vidas normais. O objetivo é colocar o roteirista mais perto do seu público.
Esperam mostrar que o "roteirista normal" está muito mais perto do "telespectador normal" (trabalhador de classe média) do que se imagina, não sendo portanto riquinhos mimados como prega a AMPTP.

Se por um lado isso reduz o glamour da profissão, mostrando rostos (quase) totalmente desconhecidos levando vidas tão difíceis quanto a do cidadão comum, por outro mostra que quem quer ser roteirista em hollywood não precisa ser lindo, rico ou extremamente talentoso (talvez só um pouco de talento já baste).
Além também de oferecer alguns insights sobre a profissão.
No final das contas voltamos ao velho trabalho duro e ganhar na loteria continua sendo o meio mais rápido de se enriquecer.


No momento em que escrevo existem 16 blogs entrevistadores e duas entrevistas no arquivo.
Mas já foi o suficiente pra ter mais uma das minhas paixões à primeira vista, Kate Purdy (foto) roteirista de COLD CASE. Uma série que eu não assisto mas estou começando a achar que gostaria de trabalhar na equipe.
Ou então adotar esta escritora.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Os Super-Humanos II


De novo explorando o programa "Os Super-Humanos".
Os desavisados podem ter achado estranho o programa só ter mostrado heróis, mas como uma boa trama esta história também teve seus dramas e vilões, eles estavam escondidos sob a superfície e o espectador tinha que escavar um pouco mas eles estavam lá.

Pra mim a maior vítima foi a ciência.
Os experimentos foram muito mal explicados ao longo do programa, qualquer episódio de Mythbusters supera "Os Super-Humanos" em conteúdo científico verificável.
O cara cego por exemplo, é lógico que em algum momento da vida alguém já haveria de ter lhe explicado que a frente de um objeto parece maior do que seu fundo, que aquilo que está na frente parece maior do que o que está atrás. Imagino que como verdadeiro artista ele foi praticando e alguém ia lhe dizendo se estava bom ou não.
Seu poder está em conseguir visualizar mentalmente as paisagens e objetos, não em fazer ou não algo em perspectiva.
Só de olhar a obra dele qualquer pesquisador já saberia dizer se ele seria capaz de desenhar algo em perspectiva, levar o cara pra Itália só pra fazer um desenho mostra como certos pesquisadores realmente não ligam a mínima se o dinheiro de sua pesquisa está sendo bem empregado, com certeza o tal pesquisador trabalha em alguma instituição pública, já estaria despedido se gastasse dinheiro dessa forma em uma empresa privada.
Também notei um certo descaso com os médicos do Homem-gelo, em outro programa da Discovery, sobre escaladas no Everest, era só o escalador voltar do pico que já tinha de entrar na barraca médica, tirar as botas e luvas pra colocar os membros dormentes em uma bacia com água morna. Aí o tal do Homem-gelo completou a meia-maratona e eu não vi nenhuma bacia com água morna esperando por ele, parece que o tratamento médico se restringia a medir a temperatura, olhar a cor do pé e friccionar as mãos em volta, e caso algo desse errado não havia nada a ser feito a não ser amputar.
Bom, não é muito necessário um diploma de medicina pra dar esse tipo de assistência.
O teste para o homem-cálculo também não me convenceu, faltou explicar melhor as diferenças na complexidade matemática entre: calcular que dia da semana caiu 20 de agosto de 1950; e calcular de 1930 a 2030 quais foram os anos em que 20 de agosto caiu na quinta-feira.
Aqui vale a mesma ressalve feita para o cego pintor, talvez o homem-cálculo já soubesse fazer esse tipo de conta, nesse caso ele não precisou inventar o algoritmo na hora, que prova o pesquisador tinha de que o homem-cálculo já não conhecia esse algoritmo?

Quanto aos vilões fica claro que é aquele chinês que mexe com experiências genéticas, misturar duas espécies diferentes só pra saber no que vai dar é com certeza uma maldade e um ato digno de vilão. Quase tão parecido com o de costurar um terceiro braço numa pessoa só pra saber se ela conseguirá sobreviver e/ou controlá-lo.
Misturar espécies assim com tanto descaso é muito diferente de localizar algum gene X responsável pela característica Y (retardar o avanço de células com câncer, por exemplo) e a partir daí tentar inserir o tal gene num outro ser vivo.

E as palavras do chinês, algo como, a engenharia genética é inevitável, um dia ela estará sendo usada no dia-a-dia e não há nada que se possa fazer, "resistir é inútil". Como fica então toda a discussão ética sobre o assunto?

Aliás, se o ser humano não cultivar algum código de ética que preze pelo respeito à vida creio que estará assinando sua própria extinção quando conseguir criar uma máquina com inteligência maior do que a dele.
Isso tem a ver com a teoria da singularidade defendida por aquele cara que queria viver pra sempre. A teoria diz que quando fizermos a primeira máquina com inteligência superior a humana ela será capaz de construir uma máquina ainda mais inteligente que ela mesma e assim por diante, e em poucas gerações existiriam máquinas de inteligência inimagináveis até então, as mudanças na tecnologia se dariam num ritmo tão espantoso que mudaria completamente a sociedade como a conhecemos.
Se essas máquinas não tiverem respeito pelo ser humano será o nosso fim.
Espero do fundo do meu coração que essas máquinas tenham mais respeito por nós do que o tal do cientista chinês tinha pelo ratinho.

Mas eu fiquei pensando, e se esse programa fosse uma comédia?
Era bem capaz que a indústria da moda fosse também uma grande vilã.
Isso iria colaborar com as teorias da conspiração tão comuns na vida dos heróis.
Companhias de costura e empresas de tecido iriam tentar mil maneiras de eliminar o homem-gelo ou tentar neutralizar o seu poder.
Pra quem ainda não entendeu a ameaça que ele representa basta imaginar um mundo onde você não precisa mais se agasalhar no inverno (claramente a estação mais lucrativa para a maligna indústria da moda), bastando apenas usar um shortinho e um tênis.

Milhares de estilistas, modelos e costureiros perderiam seus empregos.
A única roupa realmente necessária seria a roupa íntima, e a maligna indústria da moda sabe que não iria se recuperar nunca deste golpe.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Os Super-Humanos I


Neste último domingo estreou "Os Super-humanos" no Discovery Channel, um programa meio documentário sobre algumas pessoas com habilidades "especiais" que as diferenciam das pessoas "comuns".
Como todo universo de super-heróis alguns poderes são mais atraentes do que outros, e para aqueles familiarizados com os X-Men, alguns destes poderes podem se parecer mais com defeitos do que poderes de verdade.
Suportar frio extremo, fazer cálculos complexos de cabeça, conseguir visualizar o espaço e poder desenhá-lo com os olhos fechados são habilidades que eu gostaria de ter. Já, enxergar cores quando se escuta um som e/ou sentir sabores na boca quando um carro buzina não é lá algo desejável.

Uma das vantagens da visão em relação a audição é que muitas vezes quando nos sentimos incomodados podemos fechar os olhos, coisa impossível na audição.
Se ouvimos algo desagradável, irritante, não dá apenas pra tapar os ouvidos e muitas vezes não dá nem pra fugir do som. Quem já teve que trabalhar ao lado de uma construção sabe do que estou falando.

É claro que não seria politicamente correto tratar como aberração a única garota do grupo, então a escolha dos realizadores foi colocá-la como se fosse detentora de um poder de causar inveja.
Acho muito legal que uma cor te faça lembrar de certas palavras ou sons (poderíamos chamar palavras e som de informação) ou que certos sabores também possam ser associados com certas informações, isso ajuda a memória e como foi dito no programa, as pessoas com esse tipo de habilidade sensorial tendem a ter uma memória acima da média.
Ter boa memória é um poder. Já, ter cores saltitando na sua frente e sabores surgindo ao acaso na sua língua te transformam mais em uma vítima, isso se você não ficar louco antes.
Está claro que ao longa da vida a vítima precisa aprender a lidar com esse curto circuito de sentidos pra ser uma pessoa funcional.
Ora, já imaginou que um carro buzinando além de te assustar poderia te fazer sentir um gosto de carne apodrecida, que funk poderia ter gosto de lesma, já posso até imaginar a pessoa fugindo feito doida o mais longe possível da fonte sonora.
Afinal de contas, nem todo som teria gosto de galinha (de longe o mais referenciado dos sabores genéricos).

Aliás, isso de querer mostrar todo mundo como herói com certeza foi uma falha do programa, sem vítimas ou vilões a trama não se completa.
Porém, eles estavam lá, mascarados por essa linha editorial que queria transformar tudo e todos em heróis.

(continua na próxima postagem)

PS: No caso do funk você não precisa ver cores ou sentir sabores estranhos para fugir feito doido da fonte sonora, auto preservação é um instinto saudável e normal.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Pussycatdolls e Big Brothers

Desta vez não fiz a lição de casa.
Sou todo a favor do conhecimento, agregar e processar informação, entender o mundo em que vivemos, mas confesso que as vezes a ignorância é uma benção.


Não sei quem são as Pussycat Dolls e não sei o que elas cantam (então elas cantam?), nunca consegui assistir mais de 15min seguidos de Pussycat Dolls Present.
Imagino que deva ser mais um desses grupinhos pop pré-fabricados que conseguem emplacar algum sucesso, soma-se a dança e vocais alterados um pouco de erotismo/vulgaridade e pronto, sucesso garantido. Pelo menos até a próxima sensação sem conteúdo aparecer.

Estamos vivendo o auge dos "reality shows", este gênero (ou coletânea de gêneros) já teve o seu boom com o surgimento dos Survivor's, Big Brother's e similares, hoje estamos em um platô, uma possível estabilização, porém, hoje em dia tudo pode se transformar em um reality show, onde a onda do programa passado diminui apenas para dar lugar a novos realitys.

Já que estamos em uma época onde a vulgaridade, o ridículo e o bizarro (os três não necessariamente no bom sentido) estão em voga, lançarei aqui o reality show que será o sucesso da próxima temporada.


"Strip Cat Dolls - Em busca da melhor striper".
Vinte garotas de parar o trânsito serão testadas a cada semana nas mais variadas formas de palcos, postes e danças sensuais.
Instrutores e dançarinos irão prepará-las para o desafio, dando aulas de etiqueta e dança; de dança do ventre à hula-hula, a até mesmo danças no cano e à (enganadoramente) simples "lap dance".


Mas se parássemos aí não teria nada de novo em relação à baixaria que passa atualmente na TV, é aqui que entra a parte cultural.
As meninas irão fazer uma excursão pelo Brasil (ou até mesmo por vários países) passando por diversas casas de strip-tease, desde boates elitistas de luxo a becos escuros, indo de grandes cidades até o mais interno interior e postos de beira de estrada.
Ao mesmo tempo explicando a história do lugar e desta incrível e antiga arte de sedução.
No final do programa um especialista dará dicas de dança, exercícios e alongamentos para serem praticados pela dona-de-casa comum que se preocupa em dar uma incrementada na relação.

O mais importante deste programa será lançar uma pedra fundamental, o fim da hipocrisia na TV. Stripers serão stripers e prostitutas serão tratadas como prostitutas, ou seja, como seres humanos, assim como eu e você.
E o prêmio? Nada de dinheiro, mas uma vaga garantida no próximo Big Brother Brasil (BBB) da rede Globo.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Survivorman e Man vs. Wild

Acabei de assistir Survivorman, é anterior a Man vs. Wild, seguem basicamente a mesma linha, mostrando técnicas de sobrevivência (algumas bem criativas) que poderiam ser utilizadas caso alguém se encontrasse perdido na mesma situação.

Eu fiquei fan de Man vs. Wild logo de cara (À prova de tudo, no Brasil) e fiquei muito intrigado com as partes que mostravam o apresentador, Bear Grills, segurando a câmera e filmando a si mesmo, será que ele fazia o programa sozinho? Mas ao mesmo tempo havia cenas que seriam impossíveis de se fazer sem uma equipe acompanhando, como quando a câmera anda acompanhando o apresentador.
Só depois fui descobrir, é que como eu comecei a assistir atrasado perdi aquele aviso no começo do programa que avisa que Bear e a equipe podem receber ajuda em caso de risco de vida, ou seja, existe uma equipe. E como toda obra audiovisual a cartela também avisa que o programa foi editado para fins dramáticos e algumas cenas podem ter sido mudadas de lugar.
Porém no comercial de Survivorman dizia que ele passava sete dias sozinho, ou seja, sem equipe, ele mesmo tem que gravar as cenas.

Isso oferece um leque de possibilidades bem interessantes, no site da Wikipédia tem uma linha em que Les Stroud, o apresentador, diz que aprontar o equipamento de câmera toma 65% do seu tempo. E o equipamento aparece bastante para deleite dos cinegrafistas de plantão, tem tomadas muito boas de duas câmeras pegando o mesmo evento de dois ângulos diferentes (apesar de que as vezes a edição exagera cortando onde não precisa, talvez pra acrescentar velocidade mas mesmo assim isso não justifica um corte desnecessário, e.g. quando ele mostra a faca de osso).
É legal ver a configuração em que Les Stroud monta as câmeras nestas cenas com ângulos diferentes. Mas mesmo nas cenas simples o fato dele ser responsável pelo equipamento também oferece muito mais trabalho como em uma cena de uma caminhada com ele puxando o trenó e se afastando da câmera, a narração explica que ele teve que voltar depois ao lugar onde estava para recolher a câmera, hehe.

E também tem um quê de Mythbusters logo no começo do programa onde Stroud mostra o equipamento de sobrevivência que está levando consigo e desmonta o veículo que o levou até o local para utilizar algumas peças como artigo de sobrevivência, bem legal.

Gostei muito desse tipo de programa, reality TV de qualidade, ao contrário desses Big Brothers da vida.

PS: Lendo o blog do Bear Grills vi que ele apresentou um projeto para a Discovery de fazer um programa especial incluindo convidados, um dupla (pai e filho, mãe e filha, celebridades, etc.) enfrentaria as situações de sobrevivência sendo auxiliados por Bear, mas infelizmente a Discovery vetou. Quem sabe no futuro.

PS2: Uma coisa que não pude deixar de pensar, Survivorman seria o programa perfeito para aquele tipo de amigo meio anti-social e recluso. Tive a chance de conhecer alguns na Imagem e Som, a pessoa teria a chance de praticar seu ofício completamente isolada por alguns dias, sendo que essa área do audiovisual (tirando roteiro) com certeza implica em muitas horas de trabalho em equipe. Ermitões do audiovisual uni-vos.


* Os logos de Survivorman e de Man vs. Wild são de propriedade de seus respectivos produtores, estão neste site com o propósito puramente ilustrativo.